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Embaixo da terra todas raízes são uma


👉🏽No último mês a FUNARTE, em Brasília, abrigou o 20º Acampamento Terra Livre, que contou com a representação de mais de 200 povos, e ao longo de uma semana, plenárias, palestras, informes e fortalecimento.


Ainda assim, parentes que estão em contextos urbanizados não tiveram espaço de fala garantido pela organização.



Há tempos nos alimentamos do apagamento gerado pela colonização: somos filhos bastardos dela. Mas é preciso lembrar e reafirmar que nossas lutas se complementam. Nossas vozes, quando ecoadas juntas, tem o poder de levantar todos os ancestrais já encantados para continuar nossas lutas conosco.



Como foi possível ver no último senso promovido pelo IBGE, somos mais de um milhão e quinhentos indígenas declarados, que estão em contextos urbanos e tradicionais e precisamos romper as fronteiras de separação criadas nos espaços que deveriam ter função de nos unir.



O ATL é a maior mobilização indígena do mundo, trazer visibilidade para as pautas de indígenas que estão fora dos territórios é importante para abranger todos os focos de luta: políticas públicas de saúde, educação, empregabilidade e emancipação social.



Quem vive na cidade já perdeu seu território, já perdeu sua língua mãe, já perdeu seus parentes, sua cultura e o modo de vida de floresta, portanto entendemos que nossa parte nos conflitos territoriais são de apoio e base, mas também se faz aqui a necessidade de assegurar direito à todes aqueles que vivem instáveis e ameaçados pelo Estado nos centros urbanizados.



O momento é de segurar todas as mãos e avançarmos todes, pressionando o atual governo à escutar e agir, de uma vez por todas, em defesa de todos os povos indígenas, aos que conhecem ou não sua origem.



Texto : @ju.tupinamba GT de Comunicação Wyka Kwara

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