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dia da consciência indígena


Hoje, dia 20 de janeiro é o Dia Nacional da Consciência Indígena, ideia que já vinha sendo pensada desde 1985 por Marcos Terena, e foi oficializada a partir de uma mobilização que aconteceu na Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro em 2013. Nesta data no ano de 1567, ocorria A Batalha de Uruçumirim (praia do Flamengo), quando portugueses e temiminós expulsaram franceses e tamoios da região da Baía da Guanabara. O que foi este movimento de resistência indígena que reuniu diversas etnias, como os Tupinambá, Goitacazes, Aimorés e outras na área litorânea de São Paulo?


A guerra aconteceu entre 1554 e 1567, envolvendo portugueses, franceses e indígenas da nação Tupinambá, como também Guaianases, Aimorés e Temiminós. Após a morte provocada por uma epidemia de uma das maiores lideranças da época, Cunhambebe, Aymberé articulou e deu prosseguimento à Confederação dos Tamoios (ou Tamuya, que na língua Tupinambá significa avô), com outros grandes chefes. As nações indígenas se dividiram entre quem apoiava os lusitanos e em quem apoiava a construção da França Antártica, e travaram muitas lutas entre si. Mesmo com um período de paz que durou em torno de 1 ano, os "peros" continuavam a escravizar os indígenas e aumentar o seu poderio militar, fazendo com que os Tamoios voltassem a guerrear com apoio dos franceses. Por fim, as tropas portuguesas, comandadas pelo então governador geral do Brasil, Mem de Sá, dizimaram os tamoios, quando culminou com a morte de Aymberé e sua esposa Iguaçú.




É neste sentido que é importante sempre lembrar que a história da construção deste Brasil não é uma história de paz, é de muita guerra contra o colonizador. É por isso que a resistência originária vive em nós como a Guerra dos Potiguaras do Nordeste; Levante dos Tupinambás ; Confederação dos Cariri, Cabanagem e diversas guerras travadas até hoje que defendem o nosso território e nossos modos de viver!


Que a memória de Aymberê, Cunhambebe e todos que lutaram contra a colonização seja honrada e conduza a espiritualidade dos povos que resistiram nas florestas e nas tabas invadidas pela cidade colonial. Viva a nossa retomada! Viva a nossa consciência indígena em Abya Yala!



Referências




  • Moara Brasil


    • 20 de jan.

    • 2 min para ler

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